meu coração pra você

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

CAI A MADRUGADA





CAI A MADRUGADA
 
Cai a madrugada, silenciosa e o sono me foge! Com ela, surgem as vagas lembranças de um tempo de sonhos, de paz, de momentos intensamente felizes e profundamente marcantes, na curta primavera de minha existência! Cenas quase inteiras se desenrolam na tela de minha mente, enquanto densas lágrimas de uma profunda e incontida saudade se desenham em minha face, tamanha é a dor da saudade daquela a quem tanto amei, Rubia!
 
Cai a madrugada fria e dentro de mim a solidão, a tristeza, as confusões geradas pelo emocional, que fora profundamente abalado pelas horríveis tempestades que se abateram sobre a minha vida, consumindo até a minha própria alma!

Ah Rubia, minha doce Rubinha! Como voltar ao passado, àquele tempo poético, marcado pelos mais caros sonhos, no qual sonhamos juntos e semeamos nossos sonhos à brisa primaveril! Ontem foi um sonho! No tempo no qual vivemos juntos nossos momentos mais marcantes, fui imensamente feliz! Hoje, restam as doces, porém, tristes lembranças de um sonho acabado!


Foram tantas as influências nefastas em nossas vidas,
que conjuraram para nos separar! Mas...poderão essas influências, essa força bruta, tirânica, demoníaca, por fim a um amor tão profundo e tão verdadeiro, abalar bases tão sólidas como o aço? O amor verdadeiro nos torna muito fortes e nem a força bruta pode um sonho apagar!


Ah Rubia! Mas o mar das mudanças é tirânico, diria, cruel, insensível à dor das pessoas! Mas, enquanto eu viver, tiver lucidez e memória, lutarei até a morte por este amor que carrego por ti, reconstruirei meus jardins, meus castelos, meus bosques encantados sim, porque a vida não teria o menor sentido e a menor razão e propósito de existir sem isto! E você é o meu porto seguro, a alma mais preciosa de minha alma!
 
Cai a madrugada, dissipando-se com os ensaios das primeiras horas de um novo dia e dentro de mim bate um desespero profundo, um medo terrível, inconfesso, de mim mesmo, dos monstros que ainda habitam em mim e sinto quererem sair! Onde está você, minha doce e tão querida Rubinha, o meu anjo de consolação, que grito por ti, clamando por socorro, mas não te sinto com a mesma intensidade de antes? Onde estás, querida de minha alma, pérola mais preciosa de meu coração, flor mais sagrada de meu jardim, que grito por seu socorro, para afugentar esses monstros de dentro de mim?

Cai a última névoa da madrugada e dentro de mim, um silêncio profundo, como o de um cemitério, assusta a minha alma! Como poderei viver sem ti, minha jóia rara e
preciosa? Como encarar um novo dia, tão desconhecido? Como encarar a vida, daqui pra frente, quando, pela tua ausência, a minha própria alma foge de mim e minha vida se apaga neste abismo monstruoso? Como encarar o Nada dessa existência, se você era o meu Todo Existencial, a única razão de eu continuar vivendo e encarando a vida?


Como começar de novo Rubia? Como reconstruir minha existência do zero e com que, com que bases? Ah, eu só teria uma razão para começar de novo, se puder contar contigo, com o teu perdão e tua compreensão! Acho que sabes bem do que estou falando, meu amor!

Antes que finde a madrugada e os primeiros raios de sol tinjam o horizonte dos céus de dourado, ao chegar da alva, trazendo um novo dia, ouça a voz do meu coração que sangra com a tua ausência, pois é a minha própria alma quem clama por ti e revela-te seu imenso amor! Ouça mais uma vez as minhas palavras, minha doce Rubinha, menina dos meus sonhos: eu te amo, amar-te-ei até a morte e carregarei você em meu coração e tua imagem e teu doce nome em minha memória enquanto existir!
 
O dia já vem, querida! Desejo-te, de todo o meu coração e alma, um bom dia!
 
Salve a minha doce e meiga Rubinha!
 
Hélio dos Santos Pessoa
 
15/08/2012



 

Vídeo de autoria de ADRIANA CURITIBA, editado em seu canal do YouTube



URL do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=kL_O6K820J0


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