meu coração pra você

sábado, 24 de agosto de 2013

O TRISTE ADEUS






O TRISTE ADEUS

Eu sei que meu coração agora dói. Um vazio infinito, assustador, como o abismo do nada, consome o que restou de minha alma. Sinto um frio gélido, como o frio da morte e meu coração sangrando de profunda tristeza. A lembrança daquele primeiro momento feliz ainda se faz bastante forte. Mas não posso voltar ao passado e por isso, sinto o frio da morte, como quem está morrendo e lutando desesperadamente para se agarrar à vida, como se a própria vida fugisse da alma.

Você foi a maior razão de minha existência, o meu sonho dourado, a paz que eu jamais tive, quando tive você ao meu lado, na minha vida. Você foi a maior das minhas alegrias, o meu sonho de romance, de amor! Você foi a minha própria vida, Rubia, metade de minha própria alma! As lembranças de nossos momentos mais felizes haverão de ser luzes para a minha estrada escura e triste! Aquele momento não me sai da cabeça, Rubia, aquele momento mágico, no qual estava nascendo um belo sonho, uma linda história, no qual a minha própria existência estava renascendo!  

Você, minha doce e amada Rubia, de alguma forma, me trouxe a sensação de um passado longínquo, de um passado de amor e romance, extremamente forte! Pensei muitas vezes se, um dia, nesse passado, nós verdadeiramente nos amamos e fomos felizes! E por que não Rubia? Bem, isso não importa agora, o que importa é que você veio para mudar a minha vida, talvez, para sempre, marcando-a também! Você fez toda a diferença em minha vida, foste tudo de maravilhoso que já pode me acontecer e que meu pobre vocabulário é insuficiente para descrever! Sinto minha alma presa à este passado, Rubia! 

Você marcou a minha vida de uma forma tão intensa e parece nem imaginar o quanto! Com você, naquele tempo feliz, minha alma tinha ressuscitado, passando da morte para a vida, da escuridão para a luz, do desespero para a esperança, da tristeza para a alegria. Mas, parece que uma força maligna, que não quer ver ninguém verdadeiramente feliz, parece sempre interferir em nossas vidas, em nosso destino. Vieram as negras tempestades em minha vida, varrendo meus sonhos mais caros para bem distante! Vieram os conflitos internos, aflorando os antigos pesadelos e isso foi, aos poucos, me afastando de você e, talvez, afastando você de mim!

Eu só queria que soubesse de tudo isso Rubia! Queria que você se lembrasse de tudo quanto conversamos tanto, sobre os meus medos, meus traumas do passado, minha insegurança, coisas que acredito, você sabe até melhor do que eu mesmo, mas gostaria, por outro lado, que nunca, nunca mesmo, se esquecesse o quanto você significou e significará sempre para mim, o quando a amei verdadeiramente, um dia! 

Ah Rubia! Quantas e quantas vezes eu tentei voltar a ser aquele homem que você conheceu ou, quem sabe, reencontrou, naquela tarde de outono! Quantas vezes eu tentei voltar a ser o que era, Rubia! Quantas vezes quis sentir aquela paz tão incrível que eu tinha com você! Mas, confesso que fui fraco e os meus medos me venceram e destruíram o meu mais precioso sonho!

Chegou a hora de dizer-te adeus Rubia! Eu gostaria tanto, mas tanto, que você guardasse nossos melhores momentos, a lembrança de mim mesmo, naqueles dias felizes. Se, um dia, não importa quanto tempo tenha que passar, nossas vidas vierem a se reencontrar, gostaria de estar numa condição milhares de vezes melhor, para reconstruir a nossa história ou, quem sabe, uma história diferente, com um final feliz! Eu vou aguardar esse dia Rubia! Vou aguarda-lo, mesmo que você nunca tenha me amado como eu a amei e que já tenha mesmo se esquecido de mim! Eu vou dizer adeus, mas gostaria, do mais profundo de minha alma, que você não guardasse nenhuma mágoa de mim querida! Eu vou dizer adeus, vou deixa-la em paz, não mais te incomodarei, se é isso o que realmente se passa, mas não me peça para esquecer-te, porque não consegui e sei que não conseguirei. Adeus meu amor, minha vida, luz da minha estrada perdida! Carregarei você em meu coração e memória enquanto existir!

Sayonará!!!

Hélio dos Santos Pessoa


24/08/2013  



vídeo de acervo de Evangcarvalho, editado em seu canal do YouTube




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